capa livro o sol e para todos

Uma história
atemporal sobre
justiça e preconceito

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florA autora

Sair de Monroeville para Nova York foi a decisão mais acertada da vida de Harper Lee. Ao contrário da esmagadora maioria de escritores que traçam o mesmo caminho, Lee — ostentando um estilo tomboy, com o curso de Direito pela metade — chegou à cidade mais promissora dos Estados Unidos em 1949, fez amigos, conseguiu emprego, escreveu um romance que chegou às listas dos mais vendidos do país, ganhou o Pulitzer, teve seu livro adaptado para o cinema e ainda levou o Oscar. Tudo isso entre as décadas de 50 e 60. Feitos nada comuns para uma menina do interior, mesmo nos EUA.

Talvez influenciada por seu grande amigo Truman Capote, este sim, ávido pelos holofotes de Nova York, Lee trabalhou por muito tempo em um segundo livro nos anos 80, uma reportagem sobre um serial killer no Alabama. O título não chegou a ser publicado e Lee parece ter se conformado ao status de autora de um livro só. Desde então, ela se dividiu entre NY e Monroeville, até se voltar definitivamente para o Alabama, onde mora até hoje de maneira bastante reclusa, o que lhe rendeu uma fama salingeresca, não injustificada.

No Brasil, Harper Lee tem voltado à baila nos últimos dez anos, impulsionada pelas brilhantes atuações de Philip Seymour Hoffman e Catherine Keener no filme Capote (2005), que mostra a forte relação entre os dois, em um período de efervescência e inovação da literatura norte-americana. Embora os estilos sejam bastante diferentes, os dois permaneceram como expoentes de uma rica geração artística.

Assim como Scout, a inconformada personagem-narrador de O sol é para todos, Lee é filha de advogado e cresceu em um ambiente muito similar à Maycomb. Ao nos aproximarmos da autora e da personagem, vemos que as semelhanças entre elas são muito mais essenciais do que esses fatos coincidentes nos levam a acreditar.

harper lee

florA edição brasileira

A edição brasileira de O sol é para todos chega em um momento oportuno para a discussão do racismo nos Estados Unidos e no Brasil. O mundo acompanha atônito, no fim de abril, os violentos protestos em Baltimore, no estado de Maryland, onde a população negra confinada a guetos se rebela contra o assassinato cometido por policiais brancos de um jovem negro. Guetos em 2015, uma realidade próxima demais da história criada por Harper Lee, ambientada no começo dos anos 30 numa cidadezinha do Alabama, condenada à herança escravocrata daquela região.

Maycomb não está distante de Baltimore e muito menos do Brasil. As histórias distintas, porém aflitivamente atuais, tornam sua leitura compulsória, reforçando o compromisso dos editores para que o livro, que ainda vende centenas de milhares de exemplares por ano no mundo todo, seja também uma obra de referência no Brasil. Uma obra de referência no sentido em que os clássicos são: livros que, não importa em que época sejam lidos, transformam o nosso jeito de ver e sentir determinadas situações, e que se relacionam com os mais profundos dilemas humanos.

Para que essa história chegasse de fato aos jovens e adultos que precisavam conhecê-la, a José Olympio encomendou novas tradução e capa e cuidou do livro como se estivesse sendo publicado pela primeira vez no Brasil, afinal, ele já estava esgotado há alguns anos e ainda não tinha o alcance que achávamos compatível com a força e importância do título. A tradução foi atualizada e termos e formas de falar, pesquisados com afinco. Depois de muito trabalho e ajustes, chegamos ao volume que hoje pode ser encontrado em todas as livrarias do país.

Leiam e tirem suas próprias conclusões. O que realmente mudou de 1930 — no que se refere a racismo — até os dias de hoje? Só nós podemos saber.

florO livro

Considerado um dos romances norte-americanos mais importantes do século XX, O sol é para todos surpreende pela atualidade de seu enredo e estilo. A lamentável permanência do tema, o racismo, permeia a narrativa de Scout, criança sensível, filha do advogado Atticus Finch, responsável pela defesa de um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca em Maycomb, pequeno município do Alabama, no sul dos Estados Unidos, no início dos anos 1930.

Os sentimentos que cercam a família e a cidade de Scout — desde que Atticus se dispõe a cuidar do famigerado caso — são nossos velhos conhecidos: preconceito racial e social, conformismo diante das injustiças e a mais pura malícia destilada em relações banais e familiares. Apesar da crua humanidade desses personagens, Scout enxerga a realidade com o frescor dos olhos infantis, e conta sua história deixando um improvável rastro de esperança.

Scout narra a rotina de um ambiente rural e pacato, as férias de verão com o irmão, Jem, e o melhor amigo deles, Dill, a curiosidade com os vizinhos, as travessuras inventadas, as aventuras na escola e a vida em família. O conjunto de pequenos casos nos transporta a um lugar de aparente quietude. No entanto, esse suposto relaxamento se transforma em desespero quando vemos a reação da população de Maycomb diante da denúncia contra Tom Robinson.

O sol é para todos ganhou o Prêmio Pulitzer em 1961, e deu origem a um filme homônimo, vencedor do Oscar de melhor roteiro adaptado, em 1962. Lançado pela primeira vez em 1960, até hoje vende mais de um milhão de cópias por ano em língua inglesa. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e o conceito de justiça.

O impacto da publicação e contínua exposição de O sol é para todos o fez figurar em dezenas de listas e pesquisas, tendo sido escolhido pelo Library Journal como o melhor romance do século XX, e eleito pelos leitores da Modern Library como um dos 100 melhores romances em língua inglesa desde 1900. O livro apareceu pela primeira vez em uma lista feita por bibliotecários em 2006 como o livro que todos deveriam ler antes de morrer, seguido da Bíblia. Um clássico moderno que continua a emocionar jovens e adultos.

  O sol é para todos, por John Green

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Clipping Harper Lee
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